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Givenchy e seu legado na história da moda


Hubert de Givenchy  , um dos maiores nomes da história da moda, faleceu aos 91 anos, sábado,  10/03/2018 e o blog Vintage Ladies presta aqui uma singela homenagem a essa lenda da alta costura.

Confira um pouco da trajetória deste grande estilista.

Brigitte Bardot Dans L'Intimité



Um dos ícones das décadas de 50 e 60 ganhou uma exposição em São Paulo, nela podemos ver pelos corredores do Shopping D&D , cerca de 40 fotos em que a musa Brigitte Bardot foi retratada em sua intimidade.
As fotos foram tiradas por cinco renomados fotógrafos franceses, são eles:  Christian Brincourt, Jean Claude Sauer (1935 – 2013), Luc Fournol (1931 – 2007), Jean-Marie Périer (nascido em 1940).
BB foi uma mulher a frente de seu tempo, linda e graciosa, ela trazia consigo um frescor inigualável, que encantava a todos, sua força e jovialidade cativante , transgressora e de espirito inquieto, foi uma mulher sem concessões, fez seu caminho sem se deixar levar por opiniões alheias e costumes da sociedade francesa de sua época.
No cinema teve papéis memoráveis em E Deus Criou a Mulher (1956), Amar é Minha Profissão(1958), A Verdade (1960) , entre outros.
 Atriz, cantora, apresentadora de televisão, BB traçou um novo perfil comportamental a ser seguido por muitas mulheres, ela representava a modernidade.
Foi escolhida em 1970, pelo escultor Alain Aslan como inspiração para a Marianne, símbolo e personificação da República Francesa.
Toda essa popularidade cobrou um alto preço, fora traída por pessoas de sua confiança, perseguida por paparazzis, teve seus diários e localização vendidas a revistas de fofoca, chegou a tentar suicídio no auge de sua depressão.
Em 1974, aos 40 anos , ela decide se retirar do cinema, quando estava em seu auge, segundo ela, esta decisão foi sua salvação  "“Num mundo que me era hostil”.
Passou então a se dedicar incessantemente em defesa dos animais, atualmente vive solitária e diz temer morrer, sem ver sua maior luta ser vitoriosa, o massacre dos bebês focas.
Tão autêntica, corajosa e sincera como nos tempos de sua juventude, Brigitte se viu envolvida em processos de racismo em virtude de declarações polêmicas na última década.
Essa mulher complexa e contraditória se tornou um ícone, um mito e agora podemos nos envolver um pouco
nessa atmosfera. 
Além de fotos incríveis, o grande destaque da exposição é a suíte no Sheraton Hotel, criada pelo arquiteto Luis Pedro Scalise, com o nome de "Brigitte Bardot nas Asas da Borboleta."
A inspiração para o quarto veio da paixão que BB tem pelos animais e pela natureza, além de remeter ao universo do cinema e toda a delicadeza clássica da decoração francesa. 
Com paredes decoradas com papel floral e uma cama cuja cabeceira se funde com uma pintura do rosto de Brigitte em tons rosados  e cabelos que também se estendem pelas paredes, ainda podemos ver borboletas espalhada pelo teto, um quarto dos sonhos!
 As fotos:








 


  

A mostra “Brigitte Bardot (dans l'intimité)” fica em cartaz até 28 de setembro, de segunda às sexta, das 10h às 22h; aos sábados, das 10h às 20h; e aos domingos, das 14h às 19h.
Espero que tenham gostado da dica, eu fiquei encantada!

Beijos e até a próxima!!

The fifties!!!


    Antes de começar o texto da semana, vou fazer um aviso/convite a vocês leitores: Amanhã irei viajar para Las Vegas para o festival Viva Las Vegas Rockabilly Weekend 18, e depois vou passar 20 dias em Nova Iorque. Nas próximas postagens vou mostrar o festival, os brechós e tudo mais de interessante (e vintage claro) que encontrar por lá. Acompanhem!

E coincidentemente, a década dessa semana é a minha preferida: Anos 50, os anos dourados.


 A década de 50 foi um divisor de águas na história da moda - nada mais seria o mesmo. As mudanças chegavam mais rápido que um novo hit às paradas de sucesso. A moda emergia dos salões sofisticados exclusivos para ricos e nobres e explodia nas ruas. Clientes de todas as idades e classes sociais mergulhavam na nova onda iniciada após anos de privações de guerra.





    Reportagens sobre o tema, por muitos anos restritas a revistas especializadas, passaram a ser procuradas por um público maior. Jornais famosos já não eram completos sem uma editoria de moda, um crítico e matérias frequentes, e, como resultado disso, as tendências se transformaram no mecanismo dinâmico que guiava as vendas. Novos tecidos de fácil manuseio e sistemas de produção em massa, aliados à prosperidade notável, permitiram a qualquer mulher comum, em qualquer lugar, tornar-se a mais bem vestida do mundo.





    Com o fim da guerra e do racionamento de tecidos, as roupas femininas eram projetadas para lembrar às mulheres que elas eram mulheres. Insinuavam fragilidade e glamour. Metros e metros de tecidos eram gastos para confeccionar um vestido, bem amplo e na altura dos tornozelos. A feminilidade do new look  fazia a moda ser repleta de anáguas que eram necessárias para dar o caimento ideal à saia rodada. A cintura era bem marcada e os sapatos eram de saltos altos, além das luvas e outros acessórios luxuosos, como peles e jóias. 






     A beleza se tornaria um tema de grande importância. O clima era de sofisticação e era tempo de cuidar da aparência. A maquiagem estava na moda e valorizava o olhar, o que levou a uma infinidade de lançamentos de produtos para os olhos, um verdadeiro arsenal composto por sombras, rímel, lápis para os olhos e sobrancelhas, além do indispensável delineador. A maquiagem realçava a intensidade dos lábios e a palidez da pele, que devia ser perfeita.Era também o auge das tintas para cabelos, que passaram a fazer parte da vida de dois milhões de mulheres , e das loções alisadoras e fixadoras. Os penteados podiam ser coques ou rabos-de-cavalo, como os de Brigitte Bardot. Os cabelos também ficaram um pouco mais curtos, com mechas caindo no rosto e as franjas davam um ar de menina. 
















     Nesta década, houve uma fixação de que as mulheres (trabalhadoras durante as guerras) voltassem para a casa e a cozinha, fizessem os deveres tradicionais de criar os filhos e cuidar dos maridos. Em revistas, programas de tv e outros meios de comunicação, ser boa e principalmente uma bela dona de casa era a meta de toda mulher. 








     Eventos sociais exigiam que as pessoas se vestissem adequadamente. Os cocktail dresses eram curtos e com decotes que até então não eram usados antes das 18:00hs. Já os vestidos noturnos eram longos, com tecidos finos como seda, brocados, rendas, chiffon, tule etc. 

    As meias calças passaram a ser inteiriças, sem costura traseira, mas demoraram a fazer sucesso pois eram associadas a pernas nuas ( comum na década de 40) , e aos poucos caíram no gosto das mulheres. 









     Com a tecnologia do nylon, as roupas ficaram mais leves, os maiôs eram populares e imitavam a forma de um espartilho, disfarçando as falhas e imperfeições do corpo feminino. Maiôs de "pernas" ou com saia por cima escondiam "formas irregulares".








     Os óculos tinham aros exagerados nos cantos externos como de asas de borboletas, o famoso modelo gatinho.








     Por conta dos penteados elaborados, as mulheres não queriam escondê-los com chapéus, então estes eram usados com menos frequência. Mais tarde o chapéu consistia apenas em dobras de tule, organza, redes e redemoinhos de georgette.







     Haviam diversos tipos de sapato, porém era recomendável que combinasse com a roupa. Modelos pump, sapatos com ponta arredondada, peep toes, salto cubano, salto fino/stiletto, saltos grossos e sapatos baixos: todos eram populares.









     Dois estilos de beleza feminina marcaram os anos 50: o das ingênuas chiques, encarnado por Grace Kelly e Audrey Hepburn, que se caracterizavam pela naturalidade e jovialidade e o estilo sensual e fatal, como o das atrizes Rita Hayworth e Ava Gardner, como também o das pin-ups americanas, loiras e com seios fartos.Entretanto, os dois grandes símbolos de beleza da década de 50 foram Marilyn Monroe e Brigitte Bardot, que eram uma mistura dos dois estilos, a devastadora combinação de ingenuidade e sensualidade.


Grace Kelly


Audrey Hepburn



Ava Gardner


Rita Hayworth


Marilyn Monroe


Brigitte Bardot


     Ao som do rock and roll, a nova música que surgia nos 50, a juventura norte-americana buscava sua própria moda. Assim, apareceu a moda colegial, que teve origem no sportswear. As moças agora usavam, além das saias rodadas, calças cigarrete até os tornozelos, sapatos baixos, suéter e jeans.







    O cinema lançou a moda do garoto rebelde, simbolizada por James Dean, no filme "Juventudetransviada" (1955), que usava blusão de couro e jeans. Marlon Brando também sugeria um visual displicente no filme "Um bonde chamado desejo" (1951), transformando a camiseta branca em um símbolo da juventude.

Marlon Brando

James Dean

       Já na Inglaterra, alguns londrinos voltaram a usar o estilo eduardiano, mas com um componente mais agressivo, com longos jaquetões de veludo, coloridos e vistosos, além de um topete enrolado. Eram os "teddy-boys".









     Ao final dos anos 50, a confecção se apresentava como a grande oportunidade de democratização da moda, que começou a fazer parte da vida cotidiana. Nesse cenário, começava a ser formar um mercado com um grande potencial, o da moda jovem, que se tornaria o grande filão dos anos 60.



                                                                                          Bruna Val